A voz do empoderamento – e o Resgate de Alma

voz empoderamento

Este fim de semana assistimos a um filme muito interessante na Netflix – A Voz do Empoderamento.

O enredo gira em torno de uma jovem indiana, sonhadora e inocente, que aceita o convite do namorado para ir até uma grande cidade e ser apresentada a um agente de cinema. Mas o convite na realidade é uma armadilha, e ela acaba sendo vendida a um bordel!

Depois de vários dias trancada num quarto escuro, sem alimento nem bebida, ela percebe que não tem saída a não ser aceitar a vida na prisão-sem-muros que lhe foi imposta (lembrando que estamos falando da sociedade indiana, e que uma jovem mulher retornar pra casa depois de apenas ter colocado os pés em tal lugar é considerado um ato de desonra e ofensa para sua família, passível de expulsão).

No momento em que aceita se submeter, a personagem sofre uma completa transformação: ela deixa pra traz sua natureza mais pura e assume uma atmosfera de poder, troca de nome e decide que, um dia, será a dona do lugar (e até realiza um pequeno ritual de fogo selando sua decisão, embora o espectador comum acredite que é apenas um ato simbólico).

Essa introdução é pra que você possa compreender uma importante lição que este filme traz: muitas vezes não temos escolha a não ser nos submeter a uma situação inesperada ou dolorosa, mas ao fazer isso, perdemos uma parte muito importante de QUEM SOMOS EM ESSÊNCIA.

E não preciso nem dizer que o cinema apenas copia a realidade.

Aqui no Brasil, uma jovem artista (não vou mencionar o nome já que estamos estudando o fato, não criticando a pessoa), mencionou em sua biografia que depois que sofreu um abuso, passou por algo semelhante a personagem do filme: mudou sua personalidade (fato confirmado pela mãe), passou a responder por um novo nome (artístico), e tornou-se reconhecida pela mídia de informação não apenas pela música, mas também pelo comportamento promíscuo (ou “empoderado” com ela prefere chamar).

O que os eventos acima tem em comum? Bastante simples: um momento de intensa dor emocional tem a capacidade de fragmentar nossa consciência, fazendo com que percamos o contato com aquilo que temos de mais importante. E apesar do aparente sucesso que podemos continuar exibindo na sociedade, precisamos lembrar a frase do Mestre “de que vale possuir todos os reinos do mundo, se vier a perder a sua Alma?”

Só que tudo tem um custo. Tanto a personagem do filme como a artista brasileira sofrem as inevitáveis consequências da sua decisão: a personagem do filme queria apenas o amor da mãe… a artista real tem feito algumas visitas regulares – mas necessárias – ao hospital…

Quando perdemos uma parte nossa, todo nosso campo sofre com isso, já que não existe nada em nós que funcione de forma independente. É como quebrar um imã ao meio: ele continua funcionando, mas seu poder magnético diminui na mesma proporção da quebra. E assim, temos um paralelo com nosso próprio sistema: a vida segue, mas algumas coisas se tornam mais difíceis de serem “atraídas” – seja a saúde, um relacionamento, a profissão, ou até mesmo um ato de perdão e a paz de espírito (que não preciso nem dizer, mas são coisas que não tem preço).

Quando estes eventos dolorosos acontecem, dizemos que criamos uma ferida interna: utilizando termos tecnológicos, podemos dizer que instalamos um programa nocivo, uma informação distorcida. E se a informação é de dor, que outra coisa a não ser mais dor iremos criar?

As situações indesejadas do presente inevitavelmente foram criadas por decisões equivocadas do passado. Em algumas delas, não tínhamos escolha a não ser nos submeter. Mas hoje, agora, neste exato momento enquanto você lê este texto, a situação é diferente: você pode escolher continuar carregando um fardo por tempo indefinido, ou pode se libertar disso.

Você consegue imaginar como sua vida poderia se tornar mais simples sem o peso que você carrega?

O Resgate de Alma nos permite essa mudança – independente de quando a ferida tenha se instalado, e do fato de você lembrar dela ou não!

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