Catarse - limpeza da Alma, porta de Iluminação

Catarse – limpeza da Alma, porta de Iluminação

Há aproximadamente 30 anos atrás (e é só aí que a gente percebe como tempo está passando!), eu ouvi falar de um médico que trabalhava com gotinhas pra equilibrar as emoções da pessoa. Naquela época, como eu ainda era muito cru nesta área, fiquei muito desconfiado… “como pode um sistema líquido mexer com nosso sistema emocional”? E mais ainda, ele dizia: “é importante ficar atento pois conforme tomar as gotas elas podem dar catarse”… E eu não fazia nem ideia do que isso significava!

Mas conforme fui estudando, fui percebendo que catarse é um processo comum em qualquer sistema de cura – eu só não imaginava que 30 anos depois seria um dos replicadores de catarses na humanidade. Naquela época, quando entrei em contato com homeopatia (um sistema bicentenário), não tinha a menor noção de como estas “gotinhas” podiam provocar sensações emocionais na pessoa. E mais ainda, como podia gerar qualquer tipo de crise?

Mas conforme eu mesmo fui sendo chamado cada vez mais pra entrar em sistemas de purificação física, emocional e energética, através de naturopatia, florais, reiki até chegar no sistema que utilizo hoje, fui percebendo que catarse não é propriedade de um único método, mas é algo que acontece quando existe um processo de purificação.

Mas o que isso significa? E porque os sistemas naturais de cura provocam estas crises, enquanto o sistema alopático não?

Imagine a seguinte situação: você está com muita dor de cabeça, vai na sua gaveta de remédios e toma um analgésico. A dor de cabeça passa, e você se sente melhor. Na concepção da medicina ocidental é isso que importa: num nível imediatista, solucionar a situação, seja através de um remédio, ou uma quimioterapia, ou uma cirurgia… esse é o sistema oficial: queimar, cortar e envenenar, sem jamais procurar por equilíbrio e harmonia.

Por outro lado, todo sistema que busque uma cura verdadeira e profunda, vai exigir qualquer tipo de purificação.

Na naturopatia, por exemplo, um sistema muito funcional principalmente quando aplicado junto da radiestesia, podem ser identificadas situações como vermes, parasitas, fungos, mal funcionamento de algum órgão ou sistema… e com base na leitura, é selecionado um protocolo de limpeza feito através de alimentação ou chás. E dependendo do gabarito do profissional, ele costuma dar recomendações como: “do dia 15 ao 17 do seu tratamento, você vai desintoxicar e passar por expurgo, com crises de vomito e diarreia”. Mas quando ouvimos esse tipo de informação baseado num contexto linear ou racional, muitas pessoas costumam pensar: “Deus do céu, de jeito nenhum, vou procurar um médico tradicional porque não quero me sentir pior!”

E isso é muito importante compreender: o que a medicina alopática faz hoje é aliviar sintomas! Ela é muito boa de forma pontual, como quando ingerimos um comprimido que alivia nossa dor de cabeça… o problema começa quando precisamos do remédio frequentemente, ou temos situações crônicas quando o médico diz: “pressão alta não tem cura, você precisa do remédio pelo resto da vida… câncer não tem cura, você precisa passar por cirurgia, quimioterapia, radioterapia… talvez existam efeitos colaterais, mas você vai ter alguma sobrevida a mais...”

Essa medicina é muito eficaz quando se trata de traumas e cirurgias, mas ela não sabe lidar com os processos da Alma porque não a reconhece, assim como não entende como nosso corpo e mente estão interligados e como tudo é consequência de como penso e me sinto. Por isso, trata apenas da química e dos sintomas.

Conforme entramos em sistemas naturais, holísticos e energéticos, inevitavelmente vamos precisar passar por expurgo, catarse e purificação – e é aí que começam as resistências.

Se você tomar homeopatia, florais, receber reiki, fizer um processo intensivo de meditação ou passar por regressão a vidas passadas, o que você deve esperar? Precisa acontecer catarse, a externalização da capa, impureza ou bagagem que nós mesmos armazenamos inconscientemente – e por isso ela é necessária!

Mas vamos entrar mais fundo na questão energética, que é a área na qual sou especialista.

Ja falamos anteriormente sobre bloqueios energéticos, que temos muitos. Inclusive alguns pesquisadores ocidentais também já pesquisaram e constataram estas couraças em nosso sistema áurico e sutil: é a sujeira que carregamos em nossas camadas invisíveis.

Pra mudarmos um padrão de comportamento, que é o objetivo de qualquer sistema de transformação e cura interior, é preciso lidar com estes bloqueios – e sabemos muito bem que por traz dele sempre existe um trauma. Quando o trauma-bloqueio é percebido energeticamente (que é como trabalho), é comum primeiro o vermos como uma capa enrijecida. Isso ocorre porque no nosso entendimento inconsciente, vivenciar aquele choque novamente é doloroso, e pra evitar isso, o depositamos no fundo de nosso inconsciente como algo “proibido”. Só que cada vez que nos defrontamos com situações semelhantes àquela de origem, e que poderiam ser uma oportunidade de reviver e liberar o peso, nós acabamos acrescentando novas capas por cima dele… exatamente o oposto do caminho da cura real!

Tomar consciência significa abrir espaço em nossa estrutura, a partir do nível da sua mente consciente, pra que aquele manancial de informação negativa que escondemos possa vir à tona.

É como descobrir, por exemplo, que depois de tomar um vermífugo expurgamos uma colônia de vermes – e se assustar a tal ponto que decidimos nunca mais tomar vermífugo pra não ter que ver aquilo de novo! rsrs…

No campo energético, é igualmente assustador reconhecer a quantidade de lixo que guardamos em nossas gavetas, e por isso existe forte resistência em olhar pra dentro e permitir a catarse… costuma ser algo inconsciente pra uns, embora eu comumente ouça frases como “eu não quero ver minha sombra”. Mas a resposta contundente pra todas elas é: ENQUANTO VOCÊ NÃO LIDAR COM A SOMBRA, NÃO TERÁ LUZ!

E sem ver o que estamos carregando, não existe consciência, nem tampouco expurgo.

Em alguns casos raros, uma catarse energética pode até causar vomito ou diarreia. Mas em geral, é a questão emocional desarmônica que surge, fazendo com que o cliente passe por uma fase em que se sinta pior do que quando começou seu tratamento (independente de qual seja).

Se você já teve a oportunidade de ouvir um dos áudios de regressão que temos no youtube, vai perceber que antes de o cliente perceber a luz, ele vai passar pela crise de choro ou raiva, quando percebe o tamanho da dor que está carregando. Este é o momento para reconhecer sua sombra, mas em ambiente controlado é sempre algo breve.

No entanto, lembre-se que nosso inconsciente vai fazer o possível pra evitar se defrontar com seus erros e contradições. E por mais que alguém fale mentalmente que está disposto a isso, muitas vezes nos primeiros vislumbres da sombra a pessoa se fecha (racionalmente ela diz algo, mas energeticamente se comporta de forma oposta).

E se pensamos em termo de Iluminação Espiritual, isso é ainda mais significativo, porque ela só vem depois de limparmos nossa escuridão – e não estamos falando aqui de nos tornar “sobre-humanos” (ao menos não num primeiro momento). Iluminação Espiritual é nos conduz a sermos seres humanos normais, em contraste com a sociedade insana em que vivemos! Mas essa normalidade exige retirar o lixo e dar espaço pra entrada de luz – e a limpeza-expurgo-catarse tem esse papel.

Sem essa etapa, é como tentar voar num balão de gás sem se desfazer do lastro: impossível! E quanto alto desejamos ir, mais necessário é descer em camadas cada vez mais profundas, e (num primeiro momento) mais escuridão encontrar – essa é a condição humana atual.

Ninguém se torna iluminado por imaginar figuras de luz, mas sim por tornar consciente a escuridão.

Carl Jung

Por isso, crises de cura são um processo inevitável, catarse é inevitável… mas o tempo em que ela vai durar depende de o quanto nos entregamos pra dor que estamos trazendo à tona.

Mas tem um último detalhe: a quantidade de energia armazenada num trauma costuma ser bem menor do que acreditamos que seja! O que realmente nos fere não é a dor passada, é nossa RESISTÊNCIA INCONSCIENTE em ACEITAR o que vivemos (talvez 70% do sofrimento seja causado apenas estarmos tentando manter aquele trauma ou dor escondido, colocando mais capaz a ele – e isso custa muito mais energia do que simplesmente manda-lo para fora!).

Algumas catarses podem durar poucos minutos, outras dias ou semanas. Mas ela sempre terá fim: quanto mais permitimos que a sensação esteja ali, que ela passe, sem julgamento ou críticas, apenas nos tornando presentes sem interferir, mais estamos dando condições para que o processo se acelere de forma exponencial!

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