Porque não recordamos vidas passadas?

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Essa é uma pergunta recorrente.

Mas talvez a pergunta correta fosse: porque não nos lembramos das coisas?

Que coisas? Um monte delas.

Não importa a idade que você tenha, algo que todos temos em comum é: nós perdemos informação. Esquecemos de coisas em maior ou menor grau, com maior ou menor importância. É algo implícito a natureza humana, no seu atual nível de consciência.

Vamos começar com algo simples: você consegue lembrar do conteúdo das refeições de poucos dias atrás? A menos, é claro, que todos os dias você se alimente exatamente da mesma coisa, vai ter alguma dificuldade.

E que tal seus sonhos da última noite? E se você acredita que não sonha, temos aí outro detalhe interessante: sonhar é inerente aos seres vivos (quem tem um gato ou cachorro em casa com certeza já se divertiu enquanto eles viajam dormindo!). Ou seja: você pode não recordar, mas sonha todas as noites.

Vamos um pouco mais longe: que lembranças você tem de sua infância? Provavelmente, muito poucas, como quase todas as pessoas…

Como você pode perceber, sofremos de uma amnésia coletiva, uma falta de informação e esquecimento, em vários contextos de nossa vida.

E se aqui, com as coisas do dia a dia, estas memórias fogem de nós, lembranças de vidas passadas, que estão ainda mais distantes, não seriam diferentes.

Mas… (sempre tem um “mas”)… existe outro ponto comum a nossa condição e que faz com que nossas lembranças se mantenham por muitos anos, ou por muitas vidas até: intensidade emocional.

Por exemplo: se você sofreu um acidente de automóvel, foi assaltado, terminou um relacionamento, perdeu um amigo, teve um pesadelo. Ou ainda: passou no vestibular, conheceu a mulher (ou o homem) dos seus sonhos ou foi viajar para um lugar que sempre quis conhecer… Você vai perceber que, nestes casos, é muito natural lembrar do que aconteceu. Em quaisquer destes exemplos (e incontáveis outros), o elemento comum é o mesmo: intensidade, seja ela positiva ou negativa.

Essa mesma intensidade não acontece comumente no dia a dia.

Nós não preparamos nosso almoço, caminhamos pela rua ou dirigimos para o trabalho da mesma forma com que vamos para uma execução! Por isso, podemos esquecer o almoço, mas não tem como esquecer uma guilhotina!

Entenda isso de outra maneira: se você fosse produzir sua autobiografia, ou registrar em um livro sua história para seus netos, o que você contaria? Seguramente, os fatos que considera importantes, relevantes, que marcaram sua história – ou seja, que fizeram diferença em sua vida! Seu corte de cabelo, a marca da sua roupa, ou sua padaria preferida talvez nem fossem citadas…

Intensidade é algo que vai além da mente e das ideias porque está vinculada a estados de energia e consciência. Ela surge quando estamos inteiros, presentes, com um sentimento vivo em nosso corpo. E compreender o vínculo entre intensidade, sentimento e presença é uma chave pra entender como uma memória é registrada, e como uma regressão pode acontecer: tudo que fazemos fica gravado, nada se perde (por mais insignificante que seja). Mas pra abrir o registro perdido, a forma mais simples é procurar o que está gritando dentro da pessoa, ou seja, as experiências mais intensas porque foi lá que depositamos mais energia e atenção. Simples não?!

E esta memória, gravada num momento de intensa energia, fica impressa em nossos corpos mais sutis.

O que eu quero dizer com isso é que não se trata de uma simples “imagem mental”, mas sim de ondas de energia e informação em nosso interior, que podem ser facilmente percebidas quando temos o conhecimento e desenvolvemos a habilidade para isso.

Além disso, precisamos lembrar que não vivemos num mundo de luz (eu repito esta frase com frequência!); por isso, todos temos muitos episódios negativos registrados em nossa consciência, tumultuando nosso espaço interior, praticamente berrando em nossa cabeça (esta é a causa da turbulência mental humana)… e justamente por este motivo, as regressões costumam se iniciar em momentos muito difíceis que já tivemos, onde imprimimos nossos maiores traumas e medos, onde precisamos reunir todas as nossas forças para sobreviver ou tomar decisões que exigiram tudo de nosso Ser. Ou seja, quando precisamos estar intensamente presentes!

Só que isso gera outra consequência: você já passou por alguma situação difícil e depois pensou “eu queria nunca ter tido que passar por isso” ou “eu queria esquecer essa parte da minha vida”? Esse mecanismo de fuga emocional, também característica da condição humana adormecida, bloqueia nossa capacidade de encontrar justamente os aspectos de nosso Ser precisam ser trazidos à tona pra que possamos colocar a casa em ordem! Como você percebe, isso é praticamente um circuito fechado!

E é aí que entra a presença de um terapeuta treinado, alguém que consegue guiar o cliente dentro de uma faixa de consciência em que estas informações possam ser acessadas e processadas dentro de um espaço seguro e confiável. Isso faz com que o processo se torne muito estável, pois dentro deste espaço de consciência ampliada em que nos encontramos, conseguimos perceber e filtrar os eventos, por mais dolorosos que sejam, com uma tranquilidade quase incompreensível à nossa mente racional. Por isso, costumo dizer que trabalhar com Regressão tem muito pouco haver com quem você foi, mas sim com os novos níveis de Ser e viver com os quais você aprende a reconhecer e estar!

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