Meditação parte 1 – o que isso significa?

meditation

Muitas populações locais e comunidades nativas pelo mundo tem restrições quanto a presença de ocidentais em seus rituais e cerimônias espirituais. O motivo? Nas palavras deles, “O homem branco entende tudo errado”!

E é a mais pura verdade. O cérebro esquerdo, predominante na cultura ocidental, funciona de maneira linear, e com isso, distorce conteúdos tentando encaixar o que não compreende na perspectiva de seu próprio acervo de crenças.

Uma destas distorções é o entendimento do que significa MEDITAÇÃO.

Seguramente, você já ouviu esta palavra. E provavelmente, já a viu associada com:

  • relaxar,
  • pensar num problema,
  • visualizar algo,
  • cantar um mantram,
  • fazer afirmação ou programação mental,
  • me-ditar frases e palavras – no sentido de falar algo, “ditar” mentalmente consigo mesmo (confesso que essa foi a pior definição que já vi!)

E talvez você esteja se perguntando: tem algo de errado com isso que mencionei aí acima?

Não, tudo tem seu lugar no mundo. Mas nem por isso, chamamos uma coisa de outra, assim como não devemos confundir “alhos com bugalhos”.

Então, pra entender melhor a definição correta, vamos começar pelo básico: o que é CONSCIÊNCIA, e o que significam os termos “consciência expandida” e “consciência contraída”.

comecar a meditar

Vou encurtar a explicação através de uma metáfora: você já ouviu falar sobre o conto de Aladim e a Lâmpada Maravilhosa – um dos mais famosos da coletânea árabe As Mil e Uma Noites? Se sim, sabe que cada vez que Aladim esfregava a lâmpada mágica, era atendido por um gênio de poderes fenomenais, capaz de realizar qualquer dos seus desejos…

Bem, basicamente, nossa Essência Espiritual, nossa CONSCIÊNCIA, é o gênio. Mas pra que essa “força” enorme possa se expressar aqui no mundo, ou seja, pra que possamos encarnar e viver esta experiência aqui, precisamos “entrar na lâmpada” corporal. E como parte do processo, precisamos apertar, apertar, apertar e comprimir até… tcharam! Entrou (ou quase!)…

Outra forma de entender este princípio é através de uma explicação da física: mergulhar num oceano profundo é penetrar em um local onde a pressão atmosférica é muito maior do que na superfície. E por este motivo, quando entramos neste ambiente vamos nos sentir apertados e comprimidos.

Por isso, quando estamos “mergulhados em uma vida humana” (ou seja, quando o gênio está comprimido em sua lâmpada), coisas simples do dia a dia podem se tornar algo extremamente complexo.

Vou dar alguns exemplos.

Todo mundo sabe que está aqui só de passagem. Mas quando a doença ou a morte de alguém próximo bate a nossa porta, é um desespero só!

Pense também em quantas coisas diárias parecem complicadas pra maior parte das pessoas como: tomar uma decisão, encerrar (ou começar) um relacionamento, ser verdadeiro, cuidar da saúde, alimentar-se bem, encontrar um trabalho satisfatório, conviver com a família, pagar contas, viver em paz e harmonia em meio a uma pandemia… ou simplesmente ficar mentalmente em silêncio (talvez você não tenha se identificado com todos os itens da lista, mas ninguém escapa do último!).

Vamos agora recapitular.

CONSCIÊNCIA é o REAL em você – esta é sua essência espiritual – que neste momento se encontra presa numa lâmpada feita de condicionamentos, crenças, ideias, julgamentos, impulsos e bloqueios.

Mas esta consciência é elástica. E apesar de ter “esquecido” muitas de suas habilidades, ela pode ser exercitada para EXPANDIR-SE, permitindo acesso ao poder do gênio.

Pelo contrário, se em qualquer área da nossa vida, em qualquer dos incontáveis aspectos de nossa manifestação humana, onde existem emoções negativas ou pensamentos limitantes (como os do exemplo acima), existe uma sensação energética corporal de aperto e compressão – e isso indica um estado de CONSCIÊNCIA CONTRAÍDA.

Compreendeu? É bem simples!

Meditação, portanto, na origem mais acertada de seu termo, é um método que possui um componente dinâmico, único, que visa nos levar ao descobrimento da nossa essência espiritual e expandir seus limites, sintonizando frequências mais elevadas de nosso Ser.

São estas frequências superiores as responsáveis pelos sentimentos mais nobres e profundos de nossa alma: o amor, a compaixão, a quietude e a calma… e viver em contato permanente com esta esfera é viver um estado de leveza e expansão permanente!

Meditar é entrar em espaços de silêncio interior, além da mente discursiva e faladora, acessando nossa Sabedoria Intuitiva. E dentro desta frequência, não precisamos de debates mentais pra resolver alguma questão: basta procurar a resposta em nosso coração e ela está lá, esperando para ser ouvida.

Por estes motivos a meditação sempre foi considerada um caminho de autoconhecimento profundo, de descondicionamento mental e de conexão com forcas superiores. E ao entrar cada vez mais em contato com a expansão que a meditação proporciona, por mais que ainda estejamos vivendo uma vida material, tudo vai ser tornando extremamente simples e descomplicado: ficamos mais presentes, aterrados, atentos ao que o momento pede, e agimos diante de nossos desafios com calma e naturalidade.

E é claro que não podemos negar que meditar tem ainda inúmeros “benefícios colaterais”:

Meditação altera fisicamente o cérebro

Prática provocou aumento na densidade da massa cinzenta da região cerebral ligada ao aprendizado e à memória

Meditação zen é aliada contra dores crônicas

Pesquisa mostra que meditar ajuda a esquecer a dor, mesmo sem reduzir sua intensidade

Monge budista é declarado o homem mais feliz do mundo

Uma exploração no cérebro de Matthieu Richard mostrou que, graças à meditação, o budista teria conseguido mudar o cérebro

Mas o que seriam destes benefícios, se ela não cumprisse com seu verdadeiro papel: ENCONTRAR A DEUS DENTRO DE CADA UM DE NÓS!

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